Apenas por amor

A minha sobrinha acaba-me de me perguntar se pretendo casar, ter filhos, constituir família. A pergunta é recorrente. Até percebo porquê. De facto, não é só a minha sobrinha. A minha mãe diz que acha que já não caso. Que ninguém me quer. Que passei da idade. Será mesmo assim? Espero que não. Espero casar e ter filhos. No entanto, o casamento não me diz nada se não for com a mulher que eu ame. Por isso, por muito que pressionem, não me conseguirão empurrar para nenhuma situação que não queira. Nem que não tenho de casar ou constituir família. Isso não me assusta. O que me assusta é não ser feliz. Casado ou não. Não tenho medo em ficar sozinho. Mas claro que penso nisso. Claro que penso. Não vivo obcecado. Talvez preocupado. Não me tornei menos exigente, muito menos prescindi de algum dos meus princípios. Nunca. No entanto, confesso que mudei de atitude em algumas coisas. Estou mais maduro. Já não fico no pedestal à espera que alguém me ganhe. Quero lutar por alguém. Quero ganhar alguém. Estou disposto a amar. A me entregar. A me expor sem medo de perder. A conquistar. A cativar.Tudo por amor. Claro.

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