Educai-os ou suportai-os!

Quando eu fui aluno do ensino básico e secundário era um pouco indisciplinado. O palhaço da turma. Quase todos os dias vinha para a rua. Porém, nunca fui mal educado e até sentia uma certa simpatia dos professores por mim. Além disso, conseguia tirar boas notas nos testes o que aliviava a pressão em casa. Contudo os professores teimavam em baixar-me a nota por causa do comportamento. Recordo-me de nessas alturas discutir com os professores e defender que os comportamentos não deviam ser avaliados. A minha tese era esta: Se aprendo, mesmo não estando com atenção, o professor não tem nada a ver com isso. Imagine que é essa a minha maneira de aprender!

Agora que estou no papel de professor vejo-me confrontado com a situação de avaliar comportamentos. Se a início tinha dificuldade em compreender tal avaliação, agora compreendo e aceito-a perfeitamente. Ora se queremos que os nossos alunos aprendam mais que a simples matéria, então temos que avaliar mais do que os conhecimentos científicos. Se exigimos que os alunos tenham um comportamento adequado então também teremos que o avaliar.

Existe muitas vezes a ideia de que a disciplina não deve ser imposta aos alunos, devendo ser instaurada de uma forma que eles entendam o sentido e a razão para o qual é necessária. Contudo, se este princípio é válido para alunos mais velhos, para alunos mais novos, as coisas tornam-se mais complicadas... De facto não cabe às crianças definir as regras da disciplina. É demasiado para elas. Ao professor é que cabe enunciá-las e impô-las. Pretendo deixar marcas positivas nos meus alunos, que têm que ir muito mais além do que os simples conhecimentos matemáticos...

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