Os testes

Ontem dei os testes no 8º ano. Quatro horas seguidas a vigiar os alunos. O que é uma grande seca. O relógio parece que não avança. Pelo menos para mim. Mas, o mais chato vem agora. A correcção. 4 turmas. 160 testes. Vai ser um fim de semana em cheio.

Contudo, enquanto vigio os testes, acabo por observar coisas muito interessantes. Uma delas é o uso do corrector. Os alunos adoram usá-lo. Acho que até se enganam de propósito. Quem fica a perder são os, dois ou três, donos dos correctores. Porém, nunca vi um aluno recusar emprestar, o que quer que fosse, a um colega.

A este propósito dos testes, recordo-me da primeira vez que usei cábulas na minha vida. 8º ano, teste de biologia. As cábulas eram daquelas pequeninas que se colocam na palma da mão. A verdade é que nem as consegui usar de tão nervoso que estava. O pior foi quando o professor foi recolher o meu teste, fui um dos últimos a sair, e me pediu para abrir a mão e mostrar o que estava a esconder. Recordo-me perfeitamente de ele olhar para mim e dizer – Fecha a mão e não digas nada a ninguém.

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