A Sida na escola

Em Cabo verde, o dia mundial de luta contra a sida é vivido de uma maneira especial. Este ano não fugia à regra. Na escola fizeram-se algumas actividades significativas sobre a sida e a sua prevenção. Além de os alunos terem oportunidade de participar num colóquio sobre sida, com a presença de uma médica e um seropositivo, puderam, na escola, realizar o teste da Sida. A maior parte dos alunos aderiu, sem preconceitos, sem medo. Note que em Cabo Verde a vida sexual começa muito cedo (tenho alguns alunos do 8º ano que já são pais!), sendo a gravidez precoce muito frequente. Além disso, culturalmente, o povo Cabo-verdiano é muito promíscuo quanto aos relacionamentos sexuais, pois a maior parte dos homens têm várias mulheres (e as mulheres vários homens).

Na ilha de São Nicolau, são do conhecimento da delegação de saúde apenas 3 casos de pessoas infectadas com o vírus da sida. Contudo, só 1% da população se sujeitou ao teste de controlo. Aqui os preservativos são gratuitos e, pelo menos, os estudante estão bem informados quanto aos riscos que correm ao terem relações sexuais sem protecção. No entanto, isso não garante nada por si mesmo.

A este propósito, recordo-me de ter assistido ao testemunho de um homem, com cerca de 50 anos, que contava que nunca tinha usado camisinha. Dizia ele que não precisava. A razão era simples. Vivia uma vida de fidelidade com a sua esposa. Um exemplo.

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