Efeito borboleta

Ontem revi um dos filmes que gostei mais de ver nos últimos tempos. Efeito Borboleta. Este é um daqueles filmes que põe um gajo a pensar. A história, em traços simples, é a de um rapaz (Evan) que descobre uma forma de alterar algumas coisas do seu passado. Para isso ele decide realizar uma regressão, onde volta também fisicamente ao seu corpo de criança, revivendo e alterando determinadas situações. Ele altera atitudes e muda completamente o seu destino, de sua namorada e amigos. Porém ao tentar corrigir alguns dos seus antigos problemas ele termina por criar novos, já que toda mudança que realiza gera consequências em seu futuro. Mas Evan rapidamente descobre que ter o dom de manipular o passado, não significa controlar o futuro.

Quantos de nós já não pensámos que se tivéssemos tomado, num determinado momento, uma decisão em vez de outra que hoje a nossa vida seria completamente diferente? Pois bem, o filme explora essa ideia ao limite, e faz-me pensar que, mesmo em momentos chaves da minha vida, se tivesse decidido de outra forma, não significaria que hoje estaria melhor. Nós somos o nosso passado e se o nosso passado fosse outro seríamos talvez também outros, não necessariamente melhores ou piores, simplesmente diferentes. Por outro lado, relembra-me que as decisões que tomo hoje podem ter uma grande importância no meu futuro, destino, sei lá. Mesmo as mais insignificantes.

Nota: O título deste filme tem origem na Teoria do Caos, segundo a qual pequenas diferenças nas condições iniciais de um sistema podem conduzir a diferenças bastante significativas no resultado final. Em 1961, Edward Lorenz trabalhava num modelo computacional de previsão meteorológica. Num procedimento, em vez de colocar o número inicial 0,506127, arredondou-o para 0,506. A diferença de apenas milésimos provocou resultados finais totalmente distintos e com erros catastróficos. Daí aquela frase “um bater de asas de uma borboleta em Portugal poderá provocar um tornado na Austrália”. Isto é o Efeito Borboleta.

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