As eleições

Este é o último post político antes do dia das eleições, pois quero também fazer do dia de amanhã um dia de reflexão. Não quero fazer campanha. Todos sabem o que penso. Confesso, porém, que estou ansioso pelas eleições. Por mim bem podiam ser já hoje. As sondagens destes últimos dias parecem revelar duas coisas. Primeiro, a vitória do PS é indiscutível. Segundo, que a maioria absoluta, apesar de ser bastante provável, ainda não está garantida. Aliás, só estará garantida com todos os votos contados. Com os votos daqueles que acreditam num país melhor e mais justo. Com os votos daqueles que querem devolver Portugal à normalidade política. Com os votos daqueles que acreditam que a estabilidade política é uma alavanca essencial para se poder ter um bom governo.

Sei, contudo, que nem todos se enquadram nestes votos. Muitos votarão por outras convicções. Outros por fanatismo e seguidismo partidário. Outros por conveniência ou conivência. Outros por orgulho. Outros, até, por gosto. Como se fosse uma coisa sem importância. E isso deixa-me triste. Porque votar não pode ser uma questão de gosto e de orgulho. Porque as eleições não são um jogo de futebol. Porque os partidos não são clubes. Porque os votos não são golos. A democracia é muito mais do que isso. Tem de estar muito acima disso, pois o que está em jogo é, simplesmente, o futuro de Portugal. E quer queiramos quer não, isso está nas nossas mãos. De todos. Sem excepção.

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