A coisa mais estranha e absurda que escrevi. Em 5 minutos. Diga-se.

Estou sem assunto. Mas apetece-me escrever. Sem emendas. Sem correcções. Sem pensar. Apetece-me falar de alguém. Mas não posso. Apetece-me falar de mim. Mas não quero. Só me resta ir escrevendo. Começar por qualquer lado. Aguentem-se.

Gosto de pessoas com objectivos. Com capacidade de sofrimento. Perseverantes. Lutadoras. E no entanto, conheço tão poucas assim. Mas as que conheço fascinam-me. Prendem-me. Cativam-me. Uma em particular. Talvez por eu não ser assim. Talvez porque gostasse de ser assim. Não quer isso dizer que não goste de ser como sou. Gosto. Mas às vezes não chega. Parece-me faltar qualquer coisa. Que faça a diferença. A diferença entre o que faço e o que penso fazer. Entre o que sou e aquilo que podia ser. Possivelmente, se fosse aquilo que podia ser, pensaria da mesma forma. Nem daria conta da diferença. Porque nós nunca somos aquilo que podíamos ser. Há um conflito que se agudiza. Nunca estamos satisfeitos. Adaptados, talvez. Conformados. Sei lá. Parece que pertencemos a outro lado. A outras circunstâncias. Ou então não. Somos mesmo isto. Seres, por natureza, insatisfeitos. Inadaptados. Diferentes. Com características. Com gostos. Conscientes do nosso estado. Do nosso fim. E até, imagine-se, da nossa falta de jeito para escrever.

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