Confessionário

Por crescer numa família protestante, nunca festejei o carnaval. Mesmo em criança. Até me recordo de sentir alguma inveja dos trajes carnavalescos dos meus colegas. Porém, a partir de certa idade, quando já estava firme nas minhas convicções, sentia um certo orgulho em não dar nenhuma importância ao carnaval em si. Ainda hoje, quando penso em carnaval só penso numa coisa. Nas férias. Claro.

Este ano, estando em Cabo Verde, vivi o dilema de participar ou não no carnaval local. O contexto é outro. A cultura também. É certo que carnaval é carnaval. A origem está lá. Ainda assim, este carnaval parece-me um pouco diferente dos outros. Nem que seja porque assume tradições diferentes das que estamos habituados a associar ao carnaval dos nossos dias. Não sei se isso é uma boa desculpa, mas adiante... O facto é que acabei por participar, ainda que de uma forma passiva. É certo que não me mascarei, nem sequer desfilei. Mas cantei, pulei, dancei e bati muitas palmas. Foram quatro dias de festa onde na verdade, juntamente com os meus amigos, me diverti muito.

Bem, mas arrumado que está o carnaval, voltemos à rotina. Às coisas sérias. E às coisas breves. Até já.

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