Meu querido diário

Acabo de ver o jogo Porto-Benfica. O local escolhido foi a esplanada do Armindo, o despachante. O único local da Vila com ecrã gigante. Fomos para lá, eu e umas colegas, meia hora antes do jogo começar, para conseguirmos uma boa mesa. Aliás, fomos os primeiros a chegar. Mas com o aproximar da hora do jogo as pessoas foram chegando. Chegando... Até não caber mais ninguém. Pelas minhas contas deveriam estar dentro do estabelecimento umas 120 pessoas. Como existem pouco mais do que 30 cadeiras, imagine como estava o local. Não havia, nem sequer no chão, um espaço em aberto. Mais apertado do que no estádio, acho. Além disso, fora do estabelecimento, e aproveitando uns espaços abertos nas paredes, estavam aí umas 30 crianças. A maioria dos espectadores eram homens, apesar de haver 4 ou 5 mulheres. Havia mais camisolas e cachecóis do Porto do que do Benfica. Curioso é que as camisolas do Porto eram todas recentes, enquanto as do Benfica eram quase todas do século passado. Enfim, efeitos dos tempos... Por problemas na parabólica ninguém viu os primeiros 10 minutos de jogo. MAs quando a imagem veio o barulho tormou-se ensurdecedor. Os lances mais perigosos foram os mais comentados e aplaudidos. Mas os lances polémicos, de faltas ou supostas faltas, são os que levantam mais discussões. Em gritos. Mas tudo dentro da paz, claro. Chegado o intervalo aproveitei para beber mais um mazza (néctar de manga) e comer uns espetos (espetadas de porco). Interessante que das cento e muitas pessoas que estiveram a assistir ao jogo só umas 10 consumiram alguma coisa. Ilucidativo da realidade local... Segunda parte e finalmente os golos. O golo do Porto foi o mais festejado e deu para perceber que havia mais portistas presentes do que benfiquistas. Acho que era porque estavam mais confiantes. Quando o jogo terminou todos ficaram contentes e bateram palmas. Ainda se ouviram uns gritos pelo Sporting, o que por aqui é coisa rara. Claro que depois, como sempre, todos acharam que a sua equipa merecia ter ganho. Até eu.

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