Outras estatísticas

No outro dia, numa das aulas sobre estatística, resolvi fazer um exercício tipo, muito comum, para praticar a elaboração de uma tabela de frequências. O exercício consistia em contar o número de alunos consoante o número de irmãos que têm. Em Portugal, recordo-me que, no máximo, tinha um ou dois alunos com 4 irmãos. Pois bem, para perceberem que a realidade em Cabo Verde é bastante diferente, digo-vos que não tive espaço suficiente no quadro para fazer a tabela de frequências, pois havia alunos com 19 irmãos. Numa das turmas, a média rondava os 6,5 irmãos por aluno. Aliás, em 150 alunos, só encontrei 5 filhos únicos. Houve até uma aluna que não soube dizer exactamente quantos irmãos tinha. Ela bem que tentou contar pelos dedos, mas perdeu-se com a falta de tanto dedo para tanto irmão. Por fim, lá acabou por dizer que seriam, 19 ou 20. Parece-me, no entanto, que a realidade está a mudar. Não só pelo uso, mais ou menos generalizado, de contraceptivos mas, essencialmente, pela chegada da televisão, e em especial das novelas e do futebol. É caso para dizer que há males que vêm por bem. Ou não. Ou não.

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