O tempo tudo cura...

Durante estes dias recomecei a jogar futebol. Talvez tenha sido uma das melhores coisas que me aconteceram ultimamente. E não estou a exagerar, pois há dois anos que não o fazia. E não porque não quisesse, mas sim porque não podia, pois tinha um joelho que me o impedia. Bastava correr apenas 5 minutos para ter que parar com dores. Os médicos especialistas nunca conseguiram detectar qualquer problema que fosse e, por isso, remeteram-me sempre para mais exames. Entretanto vim para Cabo Verde e não pude completar todos exames. No início ainda pensei que isso passasse, mas cada vez que tentava jogar, e foram muitas vezes ao longo destes dois anos, o joelho não me o permitia fazer por mais do que 5 minutos. E assim, resignei-me a esta condição de lesionado permanente qual Mantorras. E acreditem que não foi nada fácil, pois o futebol sempre foi uma grande paixão e o meu hobby favorito. Ainda para mais aqui, em Cabo Verde, onde o maior passatempo dos homens é o futebol (claro que também há as mulheres, mas adiante...). Pois bem, há uma semana atrás já tinha tido a impressão que o meu joelho estava melhor, pois, num passeio que fiz, pus-me a jogar futebol com o pessoal e a coisa aguentou-se sem dores para além dos 5 minutos da praxe. Por isso, esta semana, decidi fazer um teste para verificar o estado do meu joelho tal qual um jogador da bola a sério. Corri durante 40 minutos sem uma única queixa. Fiquei radiante. Mal podia acreditar que, assim do nada, o meu joelho se tinha curado. Para tirar as teimas, hoje decidi ir novamente correr. Mas, a convite de uns amigos, acabei por ir jogar futebol. E não é que, durante os 40 minutos que joguei, o fiz sem nenhum problema?! Ou melhor sem nenhum problema no joelho, porque quanto à condição física e à habilidade a coisa está uma lástima. Mas hei-de voltar aos velhos tempos. Ou então não.

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