Dúvidas existenciais III

Até à páscoa passada vivia com uma dúvida existencial, que julgo ser a de muitos. Porque raio é que os símbolos da páscoa são o coelhinho e os ovos coloridos? Será que, noutros tempos, os coelhinhos punham ovos? Bem, apesar de esta explicação vir fora de época, com a ajuda do google, vamos lá esclarecer isto de uma vez por todas.

Comecemos pelo ovo. Nas religiões orientais, na mitologia grega, nas tradições populares, o ovo sempre teve significado de principio de vida. O ovo aparentemente morto contém uma vida que surge repentinamente, acreditando-se por isto, que ele seja o símbolo da páscoa da ressurreição. Outro facto é que depois da quaresma e da semana santa, comer ovos era um método conveniente e nutritivo para a preparação da páscoa. Embora haja divergência sobre a origem dos ovos da páscoa sabe-se que, para alguns, os ovos enfeitados era uma tradição na Idade Média. Séculos antes, porém, os chineses já costumavam colorir ovos que eram distribuídos aos amigos na Festa da Primavera, como lembrança da continua renovação da vida. Mais tarde, no século XVIII, e para completar a história, a Igreja Católica adoptou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo.

Quanto ao coelhinho a explicação é um pouco mais rebuscada. A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. Conta-se que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. Existem ainda outras explicações, especialmente a religiosa, que tem que ver com o facto de os coelhos se reproduzirem com extrema facilidade e em grande quantidade, vindo daí a identificação com uma vida abundante, um processo de restauração, um ciclo que se renova todos os anos.

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