Livros e leituras

Aposto que já devem ter reparado que os meus índices de leitura não são nada famosos. De facto, leio pouco. Ou pelo menos, não leio tanto quanto devia. No máximo, excluindo os científicos, um livro por mês. Quanto muito. Actualmente, na minha mesa de cabeceira, tenho três livros: Os Cem Anos de Solidão, do Gabriel García Márquez; As Farpas, do Eça e o Apocalipse Nau, do Rui Zink. Porém, destes três, só estou a ler o último (por sinal, bem interessante). Os outros, abandonei-os há uns bons meses atrás. E só não os tiro daqui porque sempre vão impressionando as visitas e decorando o quarto.

A verdade é que não consigo ler só por ler. Por simples prazer. Tenho que gostar. E muito. O pior é que são poucos os livros de que gosto. Que me dão interesse. O que é uma pena, diga-se. Por exemplo, gostava imenso de ler, e perceber, os livros do António Lobo Antunes. Mas, confesso, que após tantas tentativas frustradas tive de desistir e contentar-me com umas crónicas. È demais para mim.

Além disso, tenho um problema grave de concentração. De facto, é frequente me perder, enquanto leio, em outros pensamentos bem longe do texto, ao ponto de não me lembrar de nada do que leio e de, repetidamente, ter que voltar atrás na leitura. No fundo, parece que ainda nem sequer aprendi bem a ler. E se isso é assim, muito se deve ao facto dos meus pais não me terem obrigado, enquanto criança, a ler e a fazer os respectivos resumos. Se o tivessem feito, talvez hoje tivesse níveis de concentração de leitura bem melhores, e até, quem sabe, uma credibilidade bem diferente, nem que fosse, por usar uns óculos fundo de garrafa.

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