É ou não verdade?

1. É ou não verdade que o alegado plano de José Sócrates para controlar a comunicação social foi liminarmente rejeitado pelos mais altos representantes da justiça?

2. É ou não verdade que um despacho assente em indícios não é, por si só, um facto que impute qualquer crime ou ilegalidade sobre os acusados?

3. É ou não verdades que têm existido, consecutivamente e cirurgicamente colocadas, fugas do segredo de justiça prejudiciais a José Sócrates?

4. É ou não verdade que o despacho emanado de Aveiro é subjectivo e fruto de uma interpretação e convicção dos investigadores e magistrados?

5. É ou não verdade que o PGR já considerou, analisando todo o processo relacionado com este despacho, que não havia matéria de facto para suportar qualquer possibilidade de crime?

6. É ou não verdade que o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, após análise integral das escutas onde intervinha José Sócrates, já declarou que não havia matéria de facto que permita suportar qualquer crime sobre o 1º ministro?

7. É ou não verdade que se pode manipular a interpretação e compreensão dos factos através da publicação truncada e selectiva de escutas?

8. É ou não verdade que o jornal Sol foi cúmplice da violação do segredo de justiça e alinhou na publicação de uma teoria conspirativa assente em interpretações subjectivas e abusivas de escutas que a justiça, ao mais alto nível e após uma análise de todas peças processuais, já disse não conterem nenhuma matéria de facto relevante?

9. É ou não verdade que da leitura da peça jornalística do jornal Sol, mesmo assim, não se pode inferir, a não ser por uma compreensão subjectiva dos factos, uma interferência do 1º ministro em qualquer plano de compra ou controlo da comunicação social?

10. É ou não verdade que o nome de José Sócrates só aparece ligado a este alegado plano porque os intervenientes neste negócio são ou foram militantes do partido socialista?

11. É ou não verdade que um negócio deste tipo implica negociações complexas, jogos de bastidores, conjugação de interesses, processos de intenção e outras coisas mais que, só quem não vive neste mundo, pode achar estranho as conversas entretanto reveladas pelas escutas?

12. É ou não verdade que é legítimo e faz todo o sentido que uma empresa privada como a PT, com interesses óbvios no sector da comunicação social, pretenda, havendo oportunidade de negócio, adquirir outras empresas na área da comunicação social?

13. É ou não verdade que os administradores da PT já negaram qualquer interferência do 1º ministro nesta intenção de negócio?

14. É ou não verdade que os principais intervenientes nas escutas já disseram que o 1º ministro não teve qualquer interferência no desenvolvimento deste negócio?

15. É ou não verdade que o 1º ministro já negou qualquer instrução ou recomendação de compra da Media Capital, por parte da PT?

16. É ou não verdade que o negócio que estava por detrás do alegado plano de controlo da comunicação social não se concretizou?

17. É ou não verdade que José Eduardo Moniz saiu da direcção da TVI por sua exclusiva vontade e que actualmente exerce funções de administrador numa empresa que controla a TVI?

18. É ou não verdade que o Jornal Nacional só continuava no ar porque o marido da sua apresentadora era o director da TVI?

19. É ou não verdade que, apesar de ser conhecida a agenda oculta do director do Jornal Público, José Manuel Fernandes saiu da direcção do jornal Público por sua exclusiva vontade?

20. É ou não verdade que, desde o caso da licenciatura de Sócrates, há um conjunto de gente convencida que José Sócrates não tem carácter e que por isso, mesmo que não se o consiga provar, deve ser culpado de tudo o que o acusam?

21. É ou não verdade que “o polvo jornalístico, em parceria com uma face oculta do meio judicial português, é quem nos passou a dizer o que está ou não provado, quem é culpado/inocente, quem pode ou não governar”?

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